Lembro até hoje dos primeiros amigos que fiz na infância,
uma especialmente. Eu tinha uns sete
anos e estudava na Escolinha Monicalândia, no interior do Maranhão, quando
conheci Marisa. Eu lembro que Marisa sempre usava trança no cabelo e eu achava
linda aquela trança no cabelão dela. Marisa era uma criança doce, super tranqüila,
inteligente e que sabia fazer contas de multiplicar em pensamento e eu, que sempre
detestei matemática, achava aquilo o máximo do máximo.
Lembro que certo dia, um colega da turma derrubou meu lanche
e minha amiga Marisa pacientemente tratou de me acalmar e dividiu comigo o seu
suco e seu meio sanduíche. Aprendi naquele momento a importância de dividir e
ser generoso com um amigo em dificuldade. Claro que meus pais já haviam falado
sobre essas coisas, mas o exemplo dado pela amiguinha foi tão forte e
verdadeiro que lembro exatamente até hoje como tudo aconteceu. Tem coisa que marca
a gente, né?
Estudei com Marisa apenas um ano e depois mudei de escola e
ela também. Perdemos contato e nem o sobrenome dela eu lembro. E mesmo depois
de mais de duas décadas, lembro com carinho dela e também da mãe dela, que
sempre tinha um sorriso no rosto e a mesma doçura no olhar que Marisa.
Depois disso, graças ao bom Deus, muitos amigos verdadeiros
encontrei pelo caminho. Amigos que enxugaram lágrimas, que compartilharam
momentos felizes, ajudaram em momentos difíceis e que mesmo hoje, distantes
geograficamente de mim, sei que posso contar. Sei que terei ombros amigos e
palavras verdadeiras de apoio e incentivo e isso é coisa boa demais.
Mas é que hoje, no dia do amigo, quero homenagear minha
primeira grande amiga, Marisa. Que mesmo depois de mais de 20 anos, mesmo tendo
perdido contato, eu lembro com carinho e fico na torcida de que esteja bem,
feliz e com muita saúde.
Feliz dia, Marisa!
Feliz dia, amigos!

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