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quarta-feira, 23 de julho de 2014

"Não sei. Só sei que foi assim". ( Ariano Suassuna)




 “Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre”.
(O Auto da Compadecida – Ariano Suassuna)

 

Que pena que a famosa gaita do Auto da Compadecida não seja real. Tocaríamos pra você, Ariano! Porque pessoas incríveis como você merecem a eternidade!

Digo que perdemos um grande tesouro. Um gênio criativo que prezava a boa cultura, aquela que não desqualifica as pessoas, mas engrandece de forma singela a alma. Valorizou e defendeu a cultura nordestina e eternizou o homem sertanejo dentro da literatura popular. Um artista grandioso e um cidadão digno. Tão bom quanto ler Ariano, é ouvir Ariano. Dono de estórias e histórias incríveis, encantava com seu jeito simples de contar cada uma delas. Que bom que somos do tempo de Ariano. Que bom que tivemos tempo de homenageá-lo tantas vezes em vida.

Algumas coisas a gente não entende. A morte é uma delas. E eu “não sei. Só sei que foi assim”... que num dia chuvoso, de céu cinza e vento frio,  que o grande mestre Ariano nos deixou. Deixou grandes obras. Deixou Saudades. E eu hoje estou triste.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Feliz Semana Nova!





"Segunda feira é mais difícil porque é sempre a tentativa do começo de vida nova. Façamos de cada domingo um réveillon modesto, pois se meia noite de domingo não é começo de ano novo, é começo de semana nova, o que significa fazer planos e fabricar sonhos."
(Clarice Lispector)
 
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Crônicas Gris- Ana Paula Amaral.




Algumas pessoas são especiais na arte da escrita. Não precisam de firulas, nem de palavras estrambóticas ou metáforas confusas pra “ganhar” um leitor. A Ana Paula é assim, ela tem o dom da palavra. Ela transforma um fato ou uma foto em em um conto. E com esse conto ou crônica, consegue fazer a gente refletir sobre coisinhas aparentemente simples da rotina, mas que na verdade não são nada insignificantes.
 
Eu não lembro como cheguei ao blog dela, mas um blog que tem como título “lado de fora do coração” só pode ter muito pra nos contar.

E aí eu descobri que é muito mais do que contar, é emocionar. Ler a Ana é refletir sobre o simples, é ganhar leveza, adquirir um novo olhar para os pequenos acontecimentos. E eu sempre pensava que se ela escrevesse um livro, ele seria maravilhoso e teria algo maior pra ensinar com ele.

E ela escreveu! E fiquei muito feliz, pois tenho a certeza, embora não o tenha lido ainda, que o mundo da literatura ficou mais rico e cheio de amor com a publicação da Ana. Claro que vou garantir o meu. Mas tinha que contar aqui no blog que minha querida amiga, que me emociona de verdade, que já conseguiu várias vezes tornar meu dia mais leve escreveu um livro e indicar pra quem passa por aqui e gosta de boa leitura. Não conhece o blog ainda? Passa por e garanto que vai se encantar.